sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Abertas as inscrições para a sessão pôster do II Simpósio de História da Enfermagem



Profissionais, estudantes e pesquisadores já podem inscrever os seus trabalhos para a segunda edição do simpósio de história da enfermagem promovido pelo MuNEAN, entre os dias 01 a 30 de setembro de 2016.
Poderão participar enfermeiros e alunos de graduação em enfermagem. Os trabalhos de alunos, somente serão aceitos sob a orientação de um docente. É permitido a qualquer autor inscrever no máximo dois pôsteres. Cada trabalho deverá ter no máximo três autores, já incluído o autor principal. 
As áreas de concentração dos trabalhos são:
  1. Enfermagem ao longo da história;
  2. Historia dos cursos, das entidades de classe e de personagens;
  3. Identidade profissional;
  4. Questões de gênero;
  5. Recursos para a pesquisa em História da Enfermagem;
  6. Ensino da História da Enfermagem.
O regulamento completo para o envio dos trabalhos pode ser conferido no endereço: http://munean.blogspot.com.br/

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Novo guideline para admissão na UTI - SCCM 2016

"ICU admission, discharge, and triage guidelines: a framework to enhance clinical operations, development of institutional policies, and further research". Crit Care Med Agosto, 2016.

O guideline, que saiu originalmente em 1999, é diretriz para rotinas de internação e alta da UTI. Desta vez, as recomendações foram orientadas pelo método GRADE para elencar e pesar evidências de cada assunto. Alguns destaques são:

- Os níveis de prioridade de admissão na UTI mudaram: iam de 1 a 4, sendo que 1 era maior prioridade, e 4 sem prioridade (dividido em paciente muito bem - 4A, e paciente moribundo - 4B). Agora passa a ser 1 a 5: 1 e 2 são de maior prioridade, sendo que 2 para pacientes com alguma limitação terapêutica; 3 e 4 para monitoração, também 4 para pacientes com limites de terapia; e 5 para pacientes moribundos ou terminais. UTI é recomendada para níveis 1 e 2, enquanto semi-intensiva ou unidades de cuidados intermediários para níveis 3 e 4. Veja figura abaixo:



- "Overtriage", isto é, um pouco mais de indicação de internação na UTI é preferível a cercear todos os pacientes com indicação questionável. Ou seja, é bom deixar o filtro um pouco mais "frouxo". Grau 2D de recomendação.

- UTIs especializadas são melhores que UTIs gerais em algumas situações; as recomendações se resumem a neuro-UTI: o prognóstico de pacientes com AVE hemorrágico e trauma craniano grave pode ser melhor nestas UTIs. Grau 2C.

- Não internar diagósticos fora da especialidade da UTI especializada. Ou seja, por exemplo, pneumonia grave em UTI cardiológica ou pós-operatório de cardíaca em neuro-UTI ("não misturar alhos com bugalhos"). Grau 2C.

- Não demorar mais de 6 horas para internar um paciente grave (que precisa de intervenção aguda) a partir da emergência na UTI. Grau 2D.

- Evitar dar alta da UTI à noite (após 7 pm). Vários estudos observacionais indicam maior mortalidade. Grau 2C.

- Pacientes com alto risco de reinternação ou morte (várias comorbidades, continuidade de suporte para disfunção orgânica ou instabilidade fisiológica) devem ir para unidade semi-intensiva tipo "step-down". Grau 2C.

Post copiado do blog http://artigoscomentados.blogspot.com.br/

I Simpósio de Terapia Intensiva do Interior da Bahia



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

I Simpósio de Saúde do Núcleo de Estudos e Formação em Saúde

QUANDO? 19 e 20 de agosto de 2016
 ONDE? Faculdade Ruy Barbosa, campus Rio Vermelho Endereço: Rua Theodomiro Baptista - Rio Vermelho
QUANTO? 23/07 até 18/08 Estudante R$ 35,00 Profissional R$ 40,00 No dia do evento R$ 50,00
 [HAVERÁ CERTIFICADO]
 [VAGAS LIMITADAS]
Inscrições e informações: nefes.frb@gmail.com




quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mudança da terminologia para úlcera por pressão

O National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP), organização norte-americana dedicada à prevenção e ao tratamento de lesões por pressão, anunciou uma mudança na terminologia de úlcera de pressão. Agora, o termo “lesão por pressão” deve ser utilizado por todo os profissionais de saúde, pois descreve com mais precisão as lesões em peles intactas e ulceradas. No sistema anterior, o estágio 1 e a lesão tissular profunda descreviam lesões em pele intacta, enquanto as outras categorias eram descritas como úlceras abertas. Para a entidade, isso levou a uma confusão, porque a definição de cada estágio se referia às lesões como “úlceras de pressão”.
Além da mudança de terminologia, números árabes passam a ser utilizados no nome das fases, em vez de algarismos romanos. O termo “suspeita” também foi removido da categoria diagnóstica lesão tissular profunda, assim como foram adicionadas as definições de ferimento “lesão por pressão relacionada a dispositivo médico” e “lesão por pressão em membrana mucosa”.
 Conceitos atualizados
As lesões por pressão são categorizadas para indicar a extensão do dano tissular. Os estágios foram revisados com base nos questionamentos recebidos pelo NPUAP dos profissionais que tentavam diagnosticar e identificar o estágio das lesões.
O sistema de classificação atualizado inclui as seguintes definições:
Lesão por Pressão
Lesão por pressão é um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. A lesão ocorre como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. A tolerância do tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, comorbidades e pela sua condição.
Lesão por Pressão Estágio 1
Pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de cor escura. Presença de eritema que embranquece ou mudanças na sensibilidade, temperatura ou consistência (endurecimento) podem preceder as mudanças visuais. Mudanças na cor não incluem descoloração púrpura ou castanha; essas podem indicar dano tissular profundo.
Lesão por Pressão Estágio 2
Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. Tecido de granulação, esfacelo e escara não estão presentes. Essas lesões geralmente resultam de microclima inadequado e cisalhamento da pele na região da pélvis e no calcâneo. Esse estágio não deve ser usado para descrever as lesões de pele associadas à umidade, incluindo a dermatite associada à incontinência (DAI), a dermatite intertriginosa, a lesão de pele associada a adesivos médicos ou as feridas traumáticas (lesões por fricção, queimaduras, abrasões).
Lesão por Pressão Estágio 3
Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. A profundidade do dano tissular varia conforme a localização anatômica; áreas com adiposidade significativa podem desenvolver lesões profundas. Podem ocorrer descolamento e túneis. Não há exposição de fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem e/ou osso. Quando o esfacelo ou escara prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão Não Classificável.
Lesão por pressão Estágio 4
Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou escara pode estar visível. Epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem frequentemente. A profundidade varia conforme a localização anatômica. Quando o esfacelo ou escara prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão Não Classificável.
Lesão por Pressão Não Classificável
Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo ou escara. Ao ser removido (esfacelo ou escara), Lesão por Pressão em Estágio 3 ou Estágio 4 ficará aparente. Escara estável (isto é, seca, aderente, sem eritema ou flutuação) em membro isquêmico ou no calcâneo não deve ser removida.
Lesão por Pressão Tissular Profunda
Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato sanguinolento. Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração da pele. A descoloração pode apresentar-se diferente em pessoas com pele de tonalidade mais escura. Essa lesão resulta de pressão intensa e/ou prolongada e de cisalhamento na interface osso-músculo. A ferida pode evoluir rapidamente e revelar a extensão atual da lesão tissular ou resolver sem perda tissular. Quando tecido necrótico, tecido subcutâneo, tecido de granulação, fáscia, músculo ou outras estruturas subjacentes estão visíveis, isso indica lesão por pressão com perda total de tecido (Lesão por Pressão Não Classificável ou Estágio 3 ou Estágio 4). Não se deve utiliar a categoria Lesão por Pressão Tissular Profunda (LPTP) para descrever condições vasculares, traumáticas, neuropáticas ou dermatológicas.
Definições adicionais:
Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico
Essa terminologia descreve a etiologia da lesão. A Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico resulta do uso de dispositivos criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. A lesão por pressão resultante geralmente apresenta o padrão ou forma do dispositivo. Essa lesão deve ser categorizada usando o sistema de classificação de lesões por pressão.
Lesão por Pressão em Membranas Mucosas
A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de dispositivos médicos no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas.

Fonte: Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente e Associação Brasileira de Estomaterapia

terça-feira, 26 de julho de 2016

Quais os principais problemas que afetam pacientes após a alta da UTI?

Pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva frequentemente são acometidos por problemas que modificam suas vidas, e de seus familiares, em vários aspectos após a alta. Este fato é cada vez mais conhecido e discutido, especialmente entre pacientes que internam com algumas patologias como a sepse, ou a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, ou que requerem assistência ventilatória mecânica invasiva. Esta gama de problemas enfrentados por estes pacientes após a alta da UTI foi reunida sob a denominação: Post-intensive Care Syndrome (PICS)


      Alguns pacientes com ou sem comorbidades prévias podem cursar com novos problemas que persistem após a alta. Alguns destes problemas relacionados a PICS são consequência da patologia que motivou a internação e outros, efeitos adversos de tratamentos necessários na resolução do quadro agudo, como sedação, bloqueadores neuromusculares, medicações nefrotóxicas, ventilação mecânica, corticóides entre outros.

      Hoje reconhecemos que as características desta Síndrome podem ser classificadas em 3 domínios principais de apresentação: problemas físicos, cognitivos e de saúde mental.

     Entre os problemas físicos, a fraqueza muscular adquirida na UTI é um dos mais frequentes e debilitantes. Esta fraqueza, que pode ser consequência de alterações musculares e neurológicas, é denominada genericamente de polineuropatia do paciente crítico. Esta fraqueza pode levar a problemas como aumento do número de quedas, aumento o tempo de no leito e  favorece o desenvolvimento de úlceras por pressão. Muito além disto, a limitação de atividades da vida diária e dependência de outras pessoas, resultante da redução de força, pode ter impacto em maior incidência de problemas relacionados a saúde mental, como depressão. Outras alterações fisicas frequentes são: dispneia, baixa tolerância a exercício, insuficiência renal (com necessidade de terapia de substituição renal), estenose subglótica, caquexia, redução da acuidade auditiva e visual.

     Disfunção cognitiva também é uma característica que pode surgir após a internação em UTI. Podem ocorrer desde dificuldade mais leves e em campos específicos (com na função executiva), a problemas cognitivos mais graves. A ocorrência de delirium tem sido relacionada a alterações da cognição após a alta da UTI.

      Em outro campo, problemas como depressão, síndrome de estresse pós-traumático e ansiedade são comuns entre pacientes que estiveram internados em UTI. Ainda que não existam estudos definitivos sobre o tema e que alguns pacientes apenas progridam estes problemas após a internação na UTI, estas alterações são com frequência diagnosticadas neste grupo de pacientes.

     É interessante perceber que propositalmente o nome da Síndrome é Post-intensive Care Syndrome  e não Post-intensive Illness Syndrome, o que reflete que sua gênese pode estar relacionada também ao tratamento intensivo. Ainda assim, estudo com pacientes após a internação em UTI relata que em cinco anos, todos os pacientes afirmaram que estariam dispostos a ser tratados em uma UTI novamente caso voltassem a necessitar e 80% destes estavam muito satisfeitos ou quase satisfeitos com sua qualidade de vida atual.
      Três estratégias podem ser utilizadas para enfrentar a PICS: prevenção, tratamento/reparação de problemas e triagem. Ainda existem poucas terapias específicas validadas para o tratamento desta síndrome, entretanto, há razão para acreditarmos que novas técnicas e tecnologias no tratamento e reabilitação destes pacientes serão capazes de melhorar sua qualidade de vida. 

Matéria copiada do blog Paciente Grave 

Palestra sobre Busca em Base de dados: gratuita


terça-feira, 19 de julho de 2016

X Congresso Brasileiro de Queimaduras

Esse evento acontecerá de 2 a 5 de novembro de 2016, em Salvador


Sobre o envio de trabalhos:  até 01/08/2016 - PRORROGADO

MAIS INFORMAÇÕES, AQUI