sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dia de Defesa do TCC

Mais uma caminhada que conseguimos concluir juntos....Mais uma construção de uma pesquisa, com acertos e erros, com risadas e estresses.

Mas chegamos lá.  E cada etapa vivida nos formamos, crescemos, experienciamos, bifurcamos, existimos.

Parabéns Camila e Gustavo.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

X Congresso Brasileiro de Queimaduras

E a Liga de Emergências e Primeiros Socorros esteve presente mais uma vez em um evento científico, compartilhando as experiências ...dessa vez a aluna Michele Ferreira foi a nossa representante

Eita quanto orgulho!!!!!



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Drogas vasoativas

O principal objetivo das drogas vasoativas deve ser não só restaurar a pressão arterial, mas também fornecer condições para o adequado metabolismo celular, para o qual a correção de hipotensão arterial é um pré-requisito necessário. Níveis de PAM entre 65-70 mmHg parecem satisfatórios, mas em pacientes previamente hipertensos, um alvo em torno de 80-85 mmHg pode ser mais adequado, como sugerido pelo estudo SEPSISPAM. Em contrapartida, níveis mais baixos podem ser tolerados em pacientes com sangramento agudo com o objetivo de limitar a perda de sangue e a coagulopatia associada até que o sangramento seja controlado.  

No geral não há valores absolutos de DC que devam ser recomendados como meta. O uso de marcadores de perfusão tecidual, como saturação venosa central e lactato, podem ser úteis em inferir a relação sistêmica entre oferta e consumo de oxigênio,  ajudando a avaliar a adequação do DC. É importante destacar que há situações clínicas, diferentes do choque, em que o uso de drogas vasoativas é indicado, como por exemplo a adrenalina na parada e análogos da vasopressina no sangramento digestivo. Por fim, não se pode esquecer que estes medicamentos podem salvar vidas quando utilizados de forma adequada, mas também podem levar a efeitos adversos graves quando mal indicadas e utilizadas em doses inadequadas.
 
A seguir serão descritas as principais drogas vasoativas usadas em terapia intensiva. Para tal optamos por dividi-las didaticamente em drogas com efeito inotrópico e vasodilatador, inotrópico e vasoconstritor, vasoconstritor exclusivo e vasodilatador exclusivo 


1- Drogas com propriedades inotrópicas e vasodilatadoras. 

Dobutamina. A dobutamina geralmente é o inotrópico de escolha para aumentar o DC. Tem forte atividade em receptores beta 1 e leve atividade em beta 2 e alfa 1. Produz elevações significativas no DC mesmo com doses baixas. Tende a provocar vasodilatação, exceto em doses altas (>10-15 mg/kg/min) quando o agonismo em receptores alfa 1 passa a ser proeminente. O efeito na pressão arterial tende a ser limitado e depende da circunstância em que é usada. Pode elevar a pressão arterial em situações de baixo DC e elevada RVS como no choque cardiogênico. Nos casos em que o efeito no débito é modesto e a queda na RVS é maior, como nos casos de choque distributivo ou hipovolemia, a tendência é de provocar hipotensão. Têm sido relatados efeitos na microcirculação independente de efeitos sistêmicos. Betabloqueadores, especialmente o carvedilol, pioram significativamente a resposta à dobutamina, havendo necessidade de doses altas para seus efeitos

MilrinonaSeu mecanismo de ação é devido à inibição da enzima fosfodiesterase III citoplasmática, aumentando a disponibilidade de cálcio por redução da degradação do AMPc. Além da ação inotrópica, produz significante vasodilatação pulmonar e sistêmica. É a droga de escolha em pacientes com insuficiência cardíaca na presença de hipertensão pulmonar e disfunção de ventrículo direito. Pode ser útil quando os receptores beta estão sub-regulados ou em pacientes tratados com betabloqueadores. No entanto, a possibilidade de hipotensão limita seu uso em pacientes com choque. Além disso, a meia-vida da droga é longa (2-3h) e pode ser prolongada em pacientes com disfunção renal (4-6h)

Tanto a milrinona quanto a dobutamina carregam o risco de hipotensão por vasodilatação excessiva, arritmias e isquemia miocárdica. É importante ressaltar que o uso de inotrópicos está associado a maior mortalidade e eventos adversos em pacientes hospitalizados. Dessa forma, seu uso deve se restringir aos pacientes DC inadequado para manter oferta adequada de oxigênio aos tecidos 

2- Drogas vasoconstritoras e inotrópicas

Noradrenalina. Considerada o vasoconstritor de primeira escolha nos casos de hipotensão refratária a volume. É um potente agonista alfa 1 e apresenta também moderada atividade beta 1 e mínima beta 2. O efeito hemodinâmico preponderante é a vasoconstrição, mas seus efeitos beta-adrenérgicos ajudam a manter o débito cardíaco (DC). A administração geralmente resulta em um aumento clinicamente significativo na pressão arterial média (PAM), com pouca alteração na frequência cardíaca ou DC

Adrenalina. É um potente agonista dos receptores alfa 1 e beta 1, além de possuir atividade beta 2 maior que a noradrenalina. É considerada um vasopressor de segunda linha devido aos seus efeitos metabólicos, mas é o vasopressor de escolha em associação a noradrenalina nos casos de choque refratário (noradrenalina > 0,5 µg/Kg/min). Seu uso está associado a aumento dos valores de lactato devido ao aumento da via glicolítica .

Dopamina. Em doses baixas (< 4 µg/kg/min) ativa receptores dopaminérgicos e produz vasodilatação esplâncnica e renal, além de inibir a reabsorção tubular de sódio. Entretanto, estudos controlados não demonstraram um efeito protetor sobre a função renal, e seu uso rotineiro para esta finalidade não é recomendado. A estimulação dopaminérgica também pode ter efeitos endócrinos indesejados, suprimindo praticamente todos os hormônios dependentes da hipófise anterior, com exceção do cortisol, e resultando em imunossupressão. Doses moderadas (4 -10 µg/kg/min) apresentam efeito inotrópico e doses elevadas (> 10 µg/kg/min) efeito vasoconstritor. Mas até 60% dos pacientes com choque falham em responder as doses vasoconstritoras de dopamina, necessitando associação de noradrenalina. 

Como já dito, a noradrenalina é o vasopressor de escolha. No estudo SOAP II, um ensaio clínico controlado, randomizado e duplo-cego, a dopamina não apresentou vantagem sobre a noradrenalina como agente vasopressor de primeira linha, induziu a mais arritmias e foi associada a aumento de mortalidade em 28 dias entre os pacientes com choque cardiogênico. Uma meta-análise incluindo estudos que compararam dopamina e noradrenalina em pacientes com sepse evidenciou maior mortalidade nos pacientes que usaram dopamina, de tal forma que esta não é mais recomendada como agente de primeira linha e seu uso deve ser reservado para pacientes com bradicardia sintomática e sem disfunção cardíaca significativa, conforme a última orientação do Surviving Sepsis Campaign 

O estudo que comparou adrenalina e noradrenalina não mostrou diferença no tempo para atingir o alvo da PAM (manter PAM > 70 mmHg por mais de 24 horas sem vasopressor), nos dias livres de vasopressor e na mortalidade em 28 e 90 dias, porém o grupo adrenalina apresentou maior incidência hiperlactatemia e de necessidade de insulina

3- Drogas vasoconstritoras

Entre as drogas deste grupo estão a fenilefrina e a vasopressina. Elas produzem aumento isolado da resistência vascular periférica e podem levar a redução do DC em pacientes com disfunção ventricular, devido ao aumento da pós-carga cardíaca. A princípio, o uso no choque deve ser reservado a situações de choque distributivo. Fenilefrina praticamente não é usada. A vasopressina, também conhecida por hormônio antidiurético, age como vasopressor por meio de sua ação em receptores V1 na musculatura lisa vascular. A droga também tem o potencial de causar vasoconstrição coronariana e mesentérica, além dos efeitos relacionados á ação antidiurética via receptor V2. Doses acima de 0,1 U/min devem ser evitadas pelo alto risco de isquemia mesentérica. Em cenários de acidose metabólica importante os agonistas alfa 1 tornam-se menos efetivos, o que não acontece com a vasopressina, tornando esta uma droga interessante neste contexto. Doses de 0,01 U/min equivalem a 5µg/min de noradrenalina. 

O maior estudo sobre a vasopressina no choque foi o VASST, que comparou doses baixas da droga (dose 0,01 a 0,03 U/min) com noradrenalina em pacientes com choque séptico. O estudo não demostrou redução de mortalidade geral em 28 dias (35,4% x 39,3%; p 0,26) ou aumento de eventos adversos (10,3% x 10,5%; p 1,00). Algo interessante foi que quando avaliados em grupos de casos de maior (> 15µg/min noradrenalina) e menor gravidade (< 15µg/min noradrenalina), a mortalidade neste último foi menor no grupo vasopressina (26,5% x 35,7%, p 0,05), sugerindo que talvez a droga deva ser associada a noradrenalina em uma fase mais precoce do choque e não em uma fase mais avançada (choque refratário). Por fim, o estudo VANISH não conseguiu mostrar diferença em tempo livre de diálise quando comparou uso precoce de noradrenalina + corticoide ou placebo e vasopressina + corticoide ou placebo em pacientes adultos com choque séptico 

 4- Drogas vasodilatadoras

Agentes vasodilatadores podem aumentar o DC sem aumentar a demanda miocárdica por oxigênio ao reduzir a pós-carga ventricular. São úteis nos casos em que a otimização do DC com agentes inotrópicos não reverteu a condição de baixo débito, como pode ocorrer na insuficiência cardíaca e choque cardiogênico.  Dentre os vasodilatadores o mais usado é o nitroprussiato de sódio, um vasodilatador misto, com efeitos sobre os territórios arterial e venoso. Age diretamente na musculatura lisa vascular pela interação com grupos intracelulares de sulfidrila

Fonte: http://www.pacientegrave.com/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

7º Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária



É com imensa satisfação que anunciamos a realização do 7º Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária (7º SIMBRAVISA) que acontecerá de 26 a 30 de novembro de 2016, em Salvador, Bahia. O tema central do simpósio será o Sistema Único de Saúde (SUS) e seu Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). O SIMBRAVISA sempre se constituiu em um momento de aprofundamento do diálogo entre academia, os serviços de vigilância sanitária e a sociedade, visando o desenvolvimento teórico-conceitual, metodológico e das práticas desse campo específico da saúde coletiva, no contexto das políticas de saúde.

Mais informações aqui

Curso EAD sobre Atenção à saúde de pessoas com Doença Falciforme



Clique aqui para ler o edital

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Unificado para Residência Multiprofissional e em Área Profissional de Saúde


A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Escola Estadual de Saúde Pública (EESP), divulga o Edital de abertura de seleção dos candidatos para o preenchimento de 250 vagas, destinadas aos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (Uniprofissional e Multiprofissional), descritos no capitulo II do Edital 002/2016, com bolsas de até R$ 3.303,43.

As provas serão realizadas em um único dia, 18 de dezembro de 2016, no turno da manhã, exclusivamente no município de Salvador. As inscrições podem ser feitas, exclusivamente via internet, no site da Fundação CefetBahia, até o dia 25 de novembro de 2016.

Mais informações sobre o Edital e o processo de inscrição estão no endereço eletrônico:http://www.fundacaocefetbahia.org.br/sesab/eesp/2017/residencia/selecao.asp

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Edital para a seleção para Bolsistas Assistentes de Pesquisa para o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto na UFBA

O Centro de Investigação ELSA-Brasil na UFBA dispõe de 15 vagas para candidatos(as) selecionados(as) entre profissionais de nível superior na área da saúde, serviço social, psicologia e educação física, que tenham disponibilidade de 40 horas semanais a serem dedicadas às atividades no centro de investigação ELSA-Brasil


Os(as) candidatos(as) aprovados(as) na seleção final receberão bolsa de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$1.100,00 mensais pelo período máximo de 24 meses, a partir de janeiro de 2017.

Inscrições de 13 a 23 de outubro

Edital aqui