domingo, 27 de dezembro de 2015

Espiritualidade e cuidado

Caroline Petrie é uma enfermeira Cristã encarregada de visitas domiciliares. Após trocar curativos na perna de uma paciente idosa, perguntou: “Você gostaria que eu orasse por você?” A paciente agradeceu e recusou e a visita encerrou-se. De alguma forma, a cena corriqueira chegou a seus empregadores, os quais afastaram a enfermeira com a acusação de falha em demonstrar “compromisso pessoal e profissional com o igualitarismo e a diversidade”.

Neste nosso novo mundo “politicamente correto”, a espiritualidade tem se tornado um tema proibido no meio médico. Em estudo recentemente publicado no JAMA2, durante reuniões com a família dos pacientes para discutir os objetivos do cuidado em 13 UTIs americanas, quando o tema da espiritualidade era abordado pelo representante do paciente, os profissionais de saúde frequentemente redirecionavam a conversação para considerações médicas.

Contudo, um artigo publicado na Critical Care Medicine em 2014 mostrou que quando há a preocupação por parte do hospital em oferecer provedores de cuidados espirituais às famílias de pacientes na UTI, verificou-se um aumento da satisfação dos familiares em geral com o atendimento na UTI (p <0,05) bem como uma maior satisfação da família com as decisões tomadas na UTI (p <0,05).3

Muitas vezes o paciente sabe mais do que o médico no tocante a assuntos espirituais, o que talvez deixe alguns médicos desconfortáveis em abordar o tema.

Na publicação Dying in America: Improving Quality and Honoring Individual Preferences Near the End of Life4, do Institute of Medicine (IOM), a atenção às necessidades espirituais figura entre os componentes centrais dos cuidados paliativos, em virtude das evidências científicas mostrarem que a assistência espiritual está associada a uma melhor qualidade do cuidado.

A quantidade de pesquisas relacionando espiritualidade e saúde tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, conforme o gráfico abaixo obtido no PubMed.


Em entrevista ao Medscape Medical News5, o Dr. David Levy, um cirurgião neurovascular, admitiu que a oração faz parte de sua interação regular com os pacientes, não como uma forma de avaliar ou modificar o perfil espiritual do paciente, mas como forma de ajudar no cuidado com o mesmo. “Eu quero usar tudo do meu armamentário para obter o melhor resultado”.

Dr. Levy afirma orar para cada paciente antes da cirurgia, mas não só para o paciente, mas para si mesmo, a equipe e todos os outros envolvidos. "Esse é o meu costume, e ninguém jamais mostrou que rogar bênçãos sobre as pessoas fez mal a ninguém, e muitos acreditam que ajuda..."

Fonte: http://www.pacientegrave.com/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Universidade portuguesa abre inscrições para quem fez o Enem

A Universidade do Algarve (UAlg), em Portugal, abriu a primeira fase de candidaturas, período 2016–2017, para os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São mais de 300 vagas para 42 cursos. As inscrições vão até 22 de janeiro de 2016 e podem ser feitas pela internet, no portal da universidade.

A única exigência é que os brasileiros obtenham um mínimo de 500 pontos na redação e pelo menos 475 pontos em cada uma das provas objetivas do exame. Podem se candidatar os estudantes que fizeram o Enem entre 2011 e 2015.

A Universidade do Algarve congrega unidades de ensino superior universitário e politécnico. A instituição criou um incentivo para os estudantes internacionais, ao reduzir o valor da anuidade. Os diplomas são reconhecidos em todos os países da União Europeia, o que habilita o aluno a fazer pós-graduação em outras universidades da Europa.

Os candidatos mais bem classificados continuam com a bolsa de anuidade reduzida, no valor de mil euros (R$ 4,13 mil nesta quinta-feira, 10). São 60 vagas disponíveis. Houve um reajuste no valor das anuidades, que agora variam entre 2 mil (R$ 8.264) e 3,5 mil euros (R$ 14.462). Elas podem ser pagas em até oito mensalidades.
Mais informações na página da Universidade do Algarve na internet para estudantes internacionais.

Sessão temática: Dengue, Chikungunya e Zika e a relação com a Microcefalia


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Individualizando alvos de pressão arterial média (PAM) no choque séptico

Desde 1969 Weil e Shubin já enfatizavam a importância da ressuscitação volêmica seguida de suporte cardiovascular, com agente vasopressor, na estabilização do paciente com choque séptico. Esta estratégia vem sendo adotada de forma rotineira, de tal maneira que a Surving Sepsis Campaign atualmente recomenda expansão volêmica com 30 ml/kg de cristalóide na fase inicial de ressuscitação, seguida da associação de drogas vasoativas na intenção de buscar alvo pressórico adequado para reverter as alterações macrohemodinâmicas, principalmente a hipotensão.
       
Esta, pode ser definida como PAS < 90 mmHg, PAM < 65 mmHg ou queda da pressão arterial média > 40 mmHg em pacientes previamente hipertensos. Embora a meta inicial de 65 mmHg de PAM seja considerado adequado, esta recomendação continua sendo motivo de controvérsia, pois as evidências que suportam tal fato são limitadas. Este alvo é atualmente recomendado porque alguns estudos demonstraram que seria o mínimo necessário para gerar uma perfusão tecidual satisfatória. Contudo, pacientes idosos com aterosclerose ou mesmo pessoas previamente hipertensas aparentemente apresentam níveis de pressão arterial mais elevadas em comparação à indivíduos jovens e sadios. Portanto, PAM de 65mmHg poderia ser considerado inadequado nesta população em situações críticas.

                   PAM (pressão arterial média) = PAS + 2 PAD / 3

Em 2004, Asfar e colaboradores, por meio de um estudo multicêntrico, randomizado, prospectivo, não cego, incluindo várias UTIs da França, avaliou 776 indivíduos com choque séptico e demonstrou que em pacientes sem alterações cardiovasculares prévias, o alvo de PAM em torno de 65 – 70 mmHg parecia ser bem interessante como meta inicial, evitando evolução para disfunção orgânica múltipla. Contudo, em pacientes previamente hipertensos o alvo entre 80 – 85 mmHg de PAM determinou menor número de disfunção renal e necessidade de terapia renal substitutiva (TRS). Não houve diferença de mortalidade entre os grupos. Atualmente, com a heterogeneidade de pacientes, bem como de seus órgãos e microcirculações, um alvo único e uniforme de PAM não parece ser o mais adequado. O que fazer então ???

Em condições fisiológicas normais o fluxo sanguíneo tecidual se mantém constante e diferente entre os órgãos, de tal forma que cada um recebe a quantidade ideal que necessita para manter a demanda metabólica. O fluxo pode aumentar ou diminuir para atender esta necessidade, porém independe das variações de pressão arterial ou de pressão de perfusão. Portanto, quem determina o fluxo de sangue é consumo de cada órgão. Esta capacidade intrínseca é conhecida como autorregulação. Contudo, em condições extremas de hipotensão ou hipertensão o fluxo passa a ser dependente da pressão de perfusão e não mais da capacidade de autorregulação local. Nesse ponto, o organismo não consegue mais direcionar o fluxo conforme a demanda. Nos casos de hipotensão, há vasoconstrição sistêmica e aumento do débito cardíaco mediados pelo sistema simpático na tentativa de corrigir a perfusão tecidual. Áreas com mais receptores adrenérgicos (pele e musculatura esquelética) sofrem mais vasoconstricção. Essa resposta parece maléfica, mas direciona o fluxo de sangue para órgãos nobres como cérebro, coração e rins, tecidos com menor quantidade de receptores alfa adrenérgicos. Se o mecanismo compensatório não for suficiente e a hipotensão persistir, haverá disfunção dos órgãos não perfundidos adequadamente. Por isso, em condições de extrema hipotensão passa a ser importante manutenção de pressão arterial e PAM.

Embora a Surving Sepsis Campaign recomende 65mmHg de PAM como alvo inicial em pacientes com choque séptico, com individualização posterior, este fato é limitado em relação as evidências. Varpula e colaboradores, em um estudo retrospectivo, demonstrou valores de PAM < 65 mmHg, particularmente nas primeiras 48 horas estiveram associados com maior mortalidade. Em contrapartida, um pequeno estudo desenhado por LeDoux e colaboradores não mostrou melhora da perfusão tecidual quando ocorreram variações de PAM entre 65 e 80 mmHg. Além disso, não parece haver evidência de benefício de pressões acima de 65 mmHg no que diz mortalidade segundo Borgoin e colaboradores. Porém, quando outros dados são analisados, alvos de pressões maiores podem trazer benefício. É o caso do menor risco de disfunção renal com PAM acima de 70mmHg. O estudo mais significativo representando tal condição foi citado no começo do texto. Apesar da menor chance de disfunção renal e TRS em pacientes hipertensos com alvo de PAM entre 80 e 85 mmHg, o risco de complicações relacionadas com vasopressores, particularmente taquiarritmias, aumentou no grupo com alvo maior de pressão (Assessment of Two Levels of Arterial Pressure on Survival in Patients with Septic Shock –SEPSISPAM). Tais dados, deixam claro que o mesmo alvo de pressão arterial para todos os indivíduos com choque séptico não parece o ideal.

Após a publicação do estudo SEPSISPAM dois artigos de revisão, tentando avaliar níveis de pressão em pacientes com choque séptico, foram publicados. O primeiro, conduzido por Leone e colaboradores, analizando 12 estudos, evidenciou que a meta de 65 mmHg em relação à PAM é suficiente para condução deste tipo de choque, contudo percebeu que valores de PAM girando em torno de 75 – 85 mmHg geraram menor risco de evolução para disfunção renal em pacientes previamente hipertensos, com IRC, aterosclerose significativa. D’Aragorn e colaboradores, revisaram 12 estudos, incluindo o SEPSISPAM, bem como 10 estudos crossover. Eles se abstiveram de concluir um alvo ideal de PAM, baseado na pequena quantidade de evidências.

Seguindo a mesma lógica do rim, alguns estudos tentaram avaliar níveis de pressão e disfunção orgânica. Não existe evidência suficiente para titular níveis de pressão em relação aos pacientes que cursam com miocardiopatia da sepse. Aparentemente valores em torno de 65 mmHg de PAM parecem ser suficientes. Poucos são os trabalhos que tentaram correlacionar níveis de pressão e disfunção neurológica. Todos os estudos são pequenos e cheios de falhas metodológicas. No entanto, crescem as evidências, de acordo com o Trauma Brain Foudation, que valores de Pressão de perfusão cerebral em torno de 50 – 70 mmHg favorecem desfecho neurológico em pacientes com perda da autorregulação em situações de TCE. Extrapolando esta afirmação parece ser lógico que pacientes com perda da capacidade de autorregulação cerebral em virtude da sepse (rebaixamento do nível de consciência, delirium) poderiam se beneficiar de valores de pressão arterial média que atingissem tal avo. Lembrando que a PPC é a diferença entre PAM e PIC. Não há nenhum grande estudo correlacionando níveis de pressão com vísceras abdominais. O que é sugerido atualmente é o que se preconiza em síndrome compartimental abdominal, pressão de perfusão abdominal em torno de 60 mmHg. Lembrando que PPA = PAM – PIA (pressão intra-abdominal).

Concluindo, as evidências sugerem que o alvo de PAM em torno de 65 -70 mmHg parece ser o ideal para pacientes com choque séptico no que diz respeito a restauração do fluxo sanguíneo orgânico quando a capacidade de autorregulação é perdida. Contudo, em pacientes previamente hipertensos, idosos, com aterosclorose e disfunção renal crônica (situações em que a curva de perfusão renal esta desviada para a direita – adaptada a valores maiores de entrada) valores mais altos, 80 – 85 mmHg, são mais aconselhados, pois o risco de evolução para TRS diminui. Embora com pouca evidência, pacientes com sepse e disfunção neurológica podem se beneficiar de valores mais altos de PAM.

Retirado do blog:pacientegrave.com

Palestra Planejamento em saúde na América Latina e no Brasil


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Liga Acadêmica de Emergências e Primeiros Socorros

Tenho muito orgulho de ser a docente referência dessa Liga e tenho certeza que em 2016 faremos muita coisa boa juntos!!!!



Pra quem quiser nos acompanhar, vai pro facebook : https://pt-br.facebook.com/LAEPSUNEB/

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

1º Simpósio Acadêmico de Urgência e Emergência da UNEB

Para se inscrever, basta preencher o formulário aqui.
LOCAL: UNEB - Campus Cabula
DATA: 20 e 21 de Novembro
HORÁRIO: Sexta-feira 19:00 as 21:30 e Sábado 08:00 as 18:00
VALOR: 40,00

Dentre os temas confirmados, estão:
- Atendimento à vítima de violência sexual
- Trombose venosa profunda/ Tromboembolismo pulmonar
- Atendimento inicial ao politraumatizado
- Urgências e emergências psiquiátricas
- Sepse na emergência
- TCE
- Urgências e emergências urológicas

terça-feira, 10 de novembro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Palestra: Contribuições da ciência para o controle das retroviroses humanas- HIV/AIDS e HTLV


Palestra: Fisiopatologia da DPOC - Como prevenir e tratar melhor

Dia: 17.11.2015
Horário: 19:30 às 20:30hs
Local: ABM – Associação Bahiana de Medicina
Endereço: Rua Baependi,162 - Ondina
Palestrante: Dr.Guilhardo Fontes Ribeiro.

Uma palestra rica em conhecimentos.


Os interessados devem se inscrever através do email (pneumohsi@santacasaba.org.br) ou fone 2203-8367 das 07:30 às 14;30hs.

domingo, 25 de outubro de 2015

V Semana Científica em Saúde e Ambiente – SEMCISA

O Departamento de Ciências da Vida realizará nos próximos dias 05 e 06 de novembro a quinta Semana Científica em Saúde e Ambiente – SEMCISA. Esse evento tem o objetivo de fornecer a visão do cotidiano das ações pesquisa, ensino e extensão realizados por estudantes e professores da área de saúde e de ciências biológicas no Departamento de Ciências da Vida da Universidade do Estado da Bahia.



O período de inscrições para resumos será do dia 15/10 ao dia 25/10/2015
As submissões serão feitas exclusivamente pela página de inscrição até às 23h59min, horário de Brasília, do dia 25/10/2015.


As inscrições para o V SEMCISA estão abertas, aproveite e garanta a sua vaga!

Não aplicaremos taxa de inscrição, solicitamos apenas a contribuição com um quilo de alimento não perecível. Esses alimentos serão encaminhados para instituições de caridade da nossa comunidade.

Programação aqui 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Aula de primeiros socorros

Foi interessante e divertida a tarde que passamos juntos aprendendo um pouco mais sobre Suporte básico de vida e Atendimento para ferimentos e fraturas









quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Outubro Rosa 2015

O lançamento oficial da ação será no dia 01/10, onde serão distribuídas 140 fichas de atendimento a partir das 7h, com exames programados para acontecer entre as 9h e 18h.

Em Salvador, durante todo o mês de outubro, as mulheres contarão com o serviço itinerante de dois caminhões móveis, totalmente equipados e com staff médico, que funcionarão na sede da UNEB, de 19 a 31/10, e no Hospital São Rafael, de 05 a 17/10, com atendimento das 8h às 18h.

Outras cinco unidades móveis estarão disponíveis para atendimento no interior da Bahia, já em setembro. 

As regiões de Feira de Santana e Cruz das Almas recebem pacientes locais e das cidades circunvizinhas de 21/09 a 07/10. Em Cabaceiras do Paraguaçu de 09 a 16/10; Cachoeira de 16 a 31/10; Conceição da Feira de 02 a 13/10; Governador Mangabeira de 21 a 30/09; Maragogipe de 21/09 a 07/10; Muritiba de 21/09 a 05/10; São Félix de 07 a 14/10; e Sapeaçu de 09 a 17/10.



Além disso temos outras campanhas legais como essa:

terça-feira, 22 de setembro de 2015

XVI SEMINÁRIO NACIONAL DO PROJETO INTEGRALIDADE : Vulnerabilidade, Direito Universal à Saúde e Mobilização Social

A sede da próxima edição do XV Seminário Integralidade será em Salvador, Bahia, nos dias 22 e 23 de outubro. Na programação desta etapa do Seminário multicêntrico o tema dos debates é Vulnerabilidade, Direito Universal à Saúde e Mobilização Social. Também haverá apresentação de trabalhos nas modalidades Comunicação Breve e Poster. Já estão abertas as inscrições e submissão de trabalhos.

A inscrição é gratuita e deverá ser realizada no período de 24/08/2015 a 15/10/2015 através do site do LAPPIS - IMS/UERJ: http://www.lappis.org.br/site/

Aqui a programação 

Aqui mais informações 

sábado, 5 de setembro de 2015

Teste da linguinha: avaliação gratuita



A fonoaudióloga e integrante da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Roberta Martinelli criou a metodologia para fazer a avaliação de bebês e diagnosticar o problema. “No primeiro momento, o teste veio para detectar a língua presa, que é quando esse fio está fixado mais para a ponta da língua. Só se considera língua presa quando limita o movimento”. Os problemas vão além da dificuldade na fala. No caso dos recém-nascidos, a alimentação pode ser prejudicada já que afeta a sucção. “Tem sido uma das maiores causas de desmame precoce. Ele [o bebê] pode ter dificuldade de passar para a papinha porque tem dificuldade de deglutição. Por volta de um ano e meio, pode ter problemas no processo mastigatório também”.

A fonoaudióloga lembra que o exame observa os aspectos físicos da língua, mas que outras características também precisam ser avaliadas como, por exemplo, a maneira como a criança mama e até mesmo o choro.  “A gente observa características do choro porque o bebê que tem essa língua presa sobe mais as laterais do que a ponta da língua. Ela [a ponta] fica mais baixa que as laterais”. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

X Encontro Nacional de Gerenciamento em Enfermagem


12º Congresso Internacional Rede Unida

Submissão de trabalhos do 12º Congresso. Interessados têm até 15/09 para enviar seus resumos

Mais informações aqui 

Atenção: aberto período de inscrição para monitoria do 12º Congresso


Se você é estudante de graduação, pós-graduação, preceptor, ator de movimentos sociais/artísticos e da sociedade em geral interessado em contribuir com a realização do 12º Congresso Internacional da Rede Unida, fique atento ao prazo de inscrição para monitoria que está aberto, no site da Rede Unida, até 10 de janeiro de 2016.
O processo de seleção acontecerá por meio de duas chamadas públicas, uma voltada para àqueles que residem no Mato Grosso do Sul (160 vagas) e outra chamada para àqueles de demais localidades (240 vagas), num total de 400 vagas. Além de preencher o formulário de inscrição, o candidato deve enviar uma carta de intenção para concorrer à monitoria.
Durante o evento, os monitores ficarão responsáveis pelo(a):
- acolhimento da comissão organizadora, convidados e participantes do Congresso;
- acompanhamento e organização das atividades da infraestrutura e comunicação do Congresso;- guichê de informações e soluções de problemas;- entrega de material/bolsa em auxílio com a equipe de credenciamento;- monitoria em todas as salas de apresentações/palestras e auxílio aos convidados;- apoio, suporte e organização antes e depois dos eventos intercorrentes;- entre outros.
Importante: os monitores selecionados terão isenção na taxa de inscrição.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

XXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão

Foi bom estar lá...discutir novidades, renovar a vontade pela pesquisa e recarregar as baterias para minhas aulas


E aproveitar e curtir o solzinho do Rio de Janeiro, nem que fosse caminhando descalça no calçadão da Barra da Tijuca na volta do congresso kkk


II Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde


Esta edição do evento tem como temática "Experiência, Cuidado e Bem-viver" e será em Recife neste ano de 2015, nos dias 30 e 31 de outubro, 01 e 02 de novembro, na UFPE.

O evento tem como objetivo criar um espaço de diálogo e fortalecimento, tanto do ponto de vista teórico-epistemológico como do prático e político, com vistas ao fortalecimento e à ampliação do campo das Práticas Integrativas e Complementares (PICs), a partir das experiências de cuidado e de bem viver.

Pretende-se abrir espaço para discussão de temas como: epistemologia do cuidado, integralidade, sistemas de cuidado e cura não invasivas, a formação em PICs, a polí­tica de PICs no SUS, a participação popular e a assistência na atenção básica por meio de cursos, práticas corporais e vivências de PICS, mesas redondas, conferências e apresentações de trabalho, comunicações orais e rodas de diálogo.

O evento é destinado a estudantes, professores, pesquisadores, usuários do sistema de saúde, trabalhadores do campo da saúde e todos aqueles, que se propõem a experienciar e dialogar uma visão de mundo e uma compreensão do sujeito embasados numa ética de cuidado integral.

As inscrições já estão sendo realizadas no site: http://www.picsne.com.br/

Curta nossa pagina no facebook para receber as novidades do evento: https://www.facebook.com/pages/II-Encontro-Nordestino-de-Pr%C3%A1ticas-Integrativas-e-Complementares-em-Sa%C3%BAde/1673564092856423?fref=ts


Confirme a presença no evento: https://www.facebook.com/pages/II-Encontro-Nordestino-de-Pr%C3%A1ticas-Integrativas-e-Complementares-em-Sa%C3%BAde/1673564092856423?fref=ts

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SIMPÓSIO DE EMERGÊNCIAS MÉDICAS

Nos dias 11 e 12/09, haverá um Simpósio de Emergências Médicas na Associação Bahiana de Medicina - ABM.
Os interessados deverão entrar em contato com Sra Thais Rios através do fone 2107-9688 (ABM).

EVENTO GRATUITO!!!


PROGRAMAÇÃO

11/09/2015 (sexta-feira)
 Sessão de Abertura: 19:00hs

 Módulo I

Moderadores: Dr. Rosalvo Abreu
                           Dra. Graziela Fernandes

 Pneumonia Adquirida na Comunidade
Palestrante:  Dr.Almerio Junior
Horário: 19:30 às 20:00hs

 Conduta Diagnóstica e Terapêutica no Tromboembolismo Pulmonar
Palestrante: Dr. Guilhardo Fontes
Horário: 20:00 às 20:30hs
  
Perguntas e Opiniões da Platéia
Horário: 20:30 às 21:00hs


  
 12/09/2015 (sábado) manhã
  
Modulo II

 Moderadores: Dra Maria Conceição Galvão Sampaio
                           Dra Adriana Matos Viana

Hemorragia Digestiva – Conduta Diagnóstica e Terapêutica
Palestrante: Dr. Marcos Clarêncio
Horário: 08:00 às 08:30hs

Condutas Atuais e Futuras na Insuficiência Hepática Aguda
Palestrante: Dr. Raymundo Paraná
Horário: 08:30 às 09:00hs

 Perguntas e Opiniões da Platéia
Horário: 09:00 às 09:30hs

Coffee Break
Horário: 09:30 ÀS 10:00hs

 Insuficiência Adrenal Aguda
Palestrante: Dra. Alina Feitosa  
Horário: 10:00 às 10:30hs

Novos Avanços Diagnóstico e Terapêutico na Septicemia
Palestrante: Dra Aurea Paste
Horário: 10:30 às 11:00hs

Perguntas e Opiniões da Platéia

Horário: 11:00 às 11:30hs

sábado, 1 de agosto de 2015

Paciente obeso na UTI - Alterações respiratórias

O termo Obesidade Mórbida está em desuso, correspondendo a classificação de Obesidade Grau III.


O grau de obesidade corresponde aos valores de IMC, conforme a tabela abaixo. 
CATEGORIA
IMC
Peso normal
18,5  -  24,9
Sobrepeso
25,0  -  29,9
Obesidade Grau I
30  -  34,9
Obesidade Grau II
35,0  -  39,9
Obesidade Grau III
40 e acima
Índice de Massa Corpórea (IMC) é calculado dividindo-se o peso em Kg pelo quadrado da altura em metros.

Alterações respiratórias

Obesidade está relacionada a maior tempo de internação em UTI e maior tempo de ventilação mecânica.
As alterações respiratórias são influenciadas principalmente pelo grau de obesidade e pela distribuição da gordura corporal (central ou periférica).

Alterações fisiológicas
A Capacidade Pulmonar Total pode estar reduzida (em obesos Grau III, pode ser reduzida em até 30%). Alterações são relacionadas principalmente ao posicionamento anômalo do diafragma, aumento da pressão intra-abdominal e maior resistência da parede torácica. Ocorre aumento do trabalho respiratório e maior produção de CO2. Obesos Grau III tendem a ser hipoxêmicos (alteração da ventilação-perfusão pulmonar). A resistência nas vias aéreas superiores é elevada e há maior incidência de apneia obstrutiva do sono.

Maior importância das profilaxias
Obesos possuem maior risco de pneumonia aspirativa, especialmente em pós operatório, devido a maior volume gástrico, maior pressão intra-abdominal e maior incidência de refluxo gastroesofágico. O posicionamento da cabeceira da cama elevado é uma importante medida para diminuir o risco de broncoaspiração.
Há maior risco de TEP e a profilaxia para trombo deve ser iniciada assim que possível.

Intubação
Considerar todo paciente obeso como potencial de via aérea difícil. São comuns a menor mobilização do pescoço e abertura limitada da boca. O posicionamento adequado do pescoço para intubação é importante para facilitar o processo de intubação. Recomenda-se o uso do Trapézio de Simoni ou de coxins múltiplos e o uso de bloqueador neuromuscular.



Ventilação mecânica invasiva
Para o cálculo do Volume Corrente recomenda-se utilizar 6ml/kg do peso predito (nunca o peso real!) e a menor FiO2 para Saturação > 92%.
Não há superioridade entre os modos ventilatórios. Recomenda-se inicialmente o uso de modo assisto controlado, ventilação a pressão controlada ou a volume controlado. Quando houver aumento do PaCO2 (hipercapnia) recomenda-se monitorizar a PIA (pressão intra-abdominal) pois, se elevada, pode ser um fator restritivo.

É recomendado PEEP > 10. Entretanto, o PEEP adequado para o grau de obesidade do paciente é idealmente determinado com o uso de balão esofágico (medida da pressão intratorácica).
Manobras de recrutamento alveolar podem ser realizadas nos casos de hipoxemia, diminuição do volume corrente ou hipercapnia, objetivando prevenir atelectasia e o risco de VILI (ventilator-indusced lung injury).
Diferentemente dos pacientes em geral recomenda-se pressão de platô até 35 cmH2O. Em casos de SARA moderada e grave pode-se subir o platô até 40 cmH2O, respeitando uma pressão de distensão < 15cmH2O (driving pressure)
(PEEP 25 cmH2O, Pplatô 40 cmH2O por exemplo)

Desmame ventilatório
O desmame ventilatório é uma tarefa frequentemente difícil nesses pacientes. Burns e col demonstraram que o posicionamento Trendelemburg reverso em 45 resultou em um volume corrente maior e menor frequência respiratória que nas posições 0 e 90, o que pode ser importante no processo de desmame.
Obesos são considerados paciente de risco para falhas de extubação e podem se beneficiar do uso de VNI (ventilação não invasiva) imediatamente após a extubação ( VNI profilática). 

Retirado do http://www.pacientegrave.com/